Notícias

O único título dividido entre os dois rivais

Por Alexandre Simões, 02/06/2020 às 10:45
atualizado em: 02/06/2020 às 10:50

Texto:

Centro Atleticano de Memória — Arquivo/ Cruzeiro

Atlético e Cruzeiro entram em campo para a disputa da terceira partida pela decisão do Campeonato Mineiro de 1956, já em junho de 1957, e a polêmica já está instalada na final. Isso porque os cruzeirenses tinham entrado com recurso no Tribunal de Justiça Desportiva (TJD/MG) pedindo os pontos do segundo confronto, que terminou 0 a 0, pela escalação irregular do atleticano Laércio.

O jogador tinha participado também do primeiro duelo, que terminou 1 a 1, mas a Raposa perdeu o prazo para o recurso. A vitória por 1 a 0, gol de Vaduca, aos 40 minutos do segundo tempo, deu ao Atlético, no campo, o título de 1956, que representava o pentacampeonato em sequência.

Mas após perder seu recurso na esfera estadual, o Cruzeiro recorreu ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) e ganhou a causa, ganhando os pontos do segundo jogo. A Federação Mineira de Futebol (FMF) marcou então uma quarta partida entre eles, mas o Atlético se recusou a disputa-la e também foi aos tribunais.

Diante da polêmica, o Conselho Nacional do Desporto (CND) decretou que os dois clubes dividiriam o título do Campeonato Mineiro de 1956.

A FICHA DO JOGO

ATLÉTICO 1
Zeca; William e Afonso; Benito, Ílton e Haroldo; Murilinho, Tomazinho, Vaduca, Toledo e Amorim. Técnico: Délio Neves

CRUZEIRO 0
Genivaldo; Vavá e Gérson; Adelino, Lazzarotti e Pireco; Pelau, Nilo, Gilberto, Guerino e Chiquinho. Técnico: Airton Moreira

DATA: 2 de junho de 1957
LOCAL: Independência
MOTIVO: Terceira partida da decisão do Campeonato Mineiro de 1956

GOL: Vaduca, aos 40 minutos do segundo tempo

ARBITRAGEM: Willer Costa, auxiliado por Armando Gregori e Ademar Russo
PÚBLICO: 19.681
RENDA: Cr$ 569.830,00

MAIS HISTÓRIA

Pela primeira vez na história, o clássico recebia mais de 100 mil pagantes. Em confronto válido pelo Campeonato Mineiro, foram mais de 125 mil pessoas no Gigante da Pampulha, com 110.432 pagando ingresso.

O Cruzeiro, que naquele ano foi tetracampeão mineiro, estabelecendo a maior sequência de títulos estaduais da sua história, chegou à conquista de forma invicta.
Neste clássico de 2 de junho de 1968, a vitória cruzeirense foi de virada, pois Vaguinho abriu o marcados para o Atlético, no início do segundo tempo. Rodrigues empatou e, aos 42 minutos do segundo tempo, Tostão foi decisivo mais uma vez.

A FICHA DO JOGO

CRUZEIRO 2
Raul; Pedro Paulo, Procópio, Darci Menezes e Neco; Piazza e Dirceu Lopes; Natal, Evaldo, Tostão e Rodrigues. Técnico: Orlando Fantoni

ATLÉTICO 1
Hélio; Humberto Monteiro (Cabrita), Djalma Dias, Vânder e Cincunegui; Wanderley Paiva e Oldair; Vaguinho, Beto (Lacy), Lola e Tião. Técnico: Airton Moreira

DATA: 2 de junho de 1968
LOCAL: Mineirão
MOTIVO: Campeonato Mineiro

GOLS: Vaguinho, aos 13, Rodrigues, aos 29,  Tostão, aos 42 minutos do segundo tempo

ARBITRAGEM: José de Assis Aragão, auxiliado por Paulo Sanches e Armando Gregori
PÚBLICO: 110.432
RENDA: Cz$ 481.700,00

Escreva seu comentário

Preencha seus dados

ou

    #ItatiaiaNasRedes

    RadioItatiaia

    Medida Provisória 932/2020 cortou pela metade as contribuições obrigatórias das empresas para financiamento de serviços sociais autônomos; clique e entenda #itatiaia

    Acessar Link

    RadioItatiaia

    Motociclista bateu em uma carreta durante uma ultrapassagem #itatiaia

    Acessar Link