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A morte anunciada

Ficam agora muitas perguntas no ar

09/12/2019 às 04:59
A morte anunciada

Havia uma esperança. O empate do Ceará contra o Athletico Paranaense e a derrota para o Corinthians no Castelão abriram uma nova chance, mas o Cruzeiro não reagiu.

A soma de erros na temporada, a falta de comando, a crise política e financeira puxaram para baixo.

Quatro técnicos num só ano, um presidente fragilizado, as denúncias, um elenco caro e envelhecido. O Cruzeiro abriu mão de dois jogadores importantes na temporada – Arrascaeta e Lucas Romero –, fez contratações erradas, poupou o time e perdeu pontos incríveis.

Mano Menezes abriu o festival de horrores e, dai para frente, nada funcionou.

A torcida ajudou o quanto pode, até explodir após a consumação da queda.

Ficam agora muitas perguntas no ar. 

Quem vai comandar o clube? Onde conseguir recursos financeiros? Como reformular o elenco e administrar os atos salários e a dívida milionária?

O Cruzeiro está a um ano do seu glorioso centenário e deve tomar consciência da gravidade da situação.

Que 2020 seja um ano de transição para uma volta por cima, urgente, merecida e inadiável. 

A triste semana começou com a decepção do América.

O futebol mineiro fica com um time na A, dois na B e um na C. Ninguém na Libertadores, e o Atlético na Sul-Americana. É muito pouco pelo tamanho e a importância de Minas. 

Com o ano também ruim do Atlético, eliminado em todas as competições, até por adversários mais fracos, podemos chamar 2020 como o ano de reconstrução do futebol mineiro. 

Agora não adianta fazer mais dívidas, a hora é de pensar como pagá-las, reduzir despesas, mudar conceitos e arejar as administrações.

Um dos caminhos é voltar os olhos para as divisões de base, o que funcionou até pouco tempo.

Vejam quantas revelações chegam através das equipes que disputaram o Campeonato Brasileiro encerrado no último domingo (8). Aqui, quase nada.

A conta chegou. A torcida vai apoiar as reformas com toda certeza. Isto é para ontem.

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